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A cada ensaio, a miniatura de uma época

10 de junho de 2025
2 min de leitura
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Marina Berri percorre o alfabeto russo enquanto aprende o idioma e reflete sobre literatura, cinema, desenhos animados, publicidade, arquitetura, etimologia e outros elementos culturais

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No livro de ensaios Alfabeto russo (Fósforo, 192 pp, R$ 79,90 – Trad.: Marina Waquil), a linguista argentina vencedora do prêmio de não ficção Latinoamérica Independiente 2024, Marina Berri, percorre o alfabeto russo enquanto aprende o idioma e reflete sobre literatura, cinema, desenhos animados, publicidade, arquitetura, etimologia e outros elementos culturais. Diante do primeiro contato com palavras russas, a novidade desperta o frescor dos raciocínios inéditos, exalta o espanto da descoberta, elabora conexões sinestésicas já tão impossíveis de se enxergar no cotidiano da língua materna. O livro é como um ovo Fabergé — as matrioskas seriam óbvias demais para o olhar aguçado de Berri —, e cada ensaio, a miniatura de um aspecto ou de uma época, seja ela tsarista, soviética ou contemporânea. Alfabeto russo é uma autêntica viagem, e não só para o país dos grandes autores clássicos como Gógol, Dostoiévski, Tolstói e Nabokov. Há uma jornada no tempo quando somos catapultados para as cenas do cerco de Leningrado, ou para as filas longuíssimas da União Soviética. Como afirma Paulo Roberto Pires no texto de orelha da edição, é “ensaísmo do melhor, unindo inquietação intelectual, ousadia formal e liberdade especulativa”.

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Beatriz Sardinha
Beatriz Sardinha

Possui bacharelado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo na Escola de Comunicações e Artes, Desde 2025, ingressou no Bacharelado em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras ...

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