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Jogo de espelhos

09 de janeiro de 2024
1 min de leitura
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A narrativa de Savannah Bay se tece na relação amorosa entre Madalena, uma mulher que já atingiu 'o esplendor da idade', e uma Jovem, não nomeada

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A narrativa de Savannah Bay (Temporal, 176 pp, R$ 64 – Trad.: Angela Lopes Leite) se tece na relação amorosa entre as duas únicas personagens que aparecem no palco – Madalena, uma mulher que já atingiu “o esplendor da idade”, e uma Jovem, não nomeada; talvez sua neta. Como através de um espelho, essa relação se desdobra em uma outra trama amorosa, constituída a partir da já esparsa memória de Madalena, que se confunde com a imaginação. O elo entre as duas, que constantemente se apresenta como um reflexo no espelho, desencadeia outra história de amor, formada a partir das memórias fragmentadas de Madalena. Nesse jogo de espelhos, no qual pouco ou nada se revela com nitidez, Madalena também evoca, ou talvez até imagine, um passado quando atuava como atriz de teatro, repetidamente interpretando essa mesma história que agora ela e a Jovem tentam recriar no presente. Tanto na relação entre essas duas mulheres quanto nas outras conexões que se desdobram a partir desse núcleo, o amor está sob os holofotes.

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Beatriz Sardinha
Beatriz Sardinha

Possui bacharelado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo na Escola de Comunicações e Artes, Desde 2025, ingressou no Bacharelado em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras ...

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