Publicidade
Voltar LANçAMENTOS DE LIVROS

Um eletrizante romance epistolar na Rússia

19 de outubro de 2023
2 min de leitura
xlaLhM4cgQKF4ybL0uRA1B1btJE9FeGM7aIEETZv7DtTcLdjKgw4gRilLIck9BWftoOMuwgJuPSThtZ3

Escritora, historiadora e filósofa, Ricarda Huch tem como sua principal obra o romance 'O último verão', que contém memórias da Rússia na Segunda Guerra

Publicidade
Publicidade

Publicado em 1910, o livro O último verão (Carambaia, 318 pp, R$ 99,90 – Trad.: Karina Jannini) foi criado em resposta a uma brincadeira em família, que desafiou Ricarda Huch a escrever uma história de detetive. Ela encarou a aposta e criou um romance, em formato epistolar, que se passa na Rússia pré-revolucionária. Um tempo conturbado que contrasta com sua ambientação, uma casa de campo à qual a família do governador do Estado, Yegor Rasimkara, se recolhe em busca de tranquilidade e segurança. O governador tinha acabado de mandar fechar a Universidade de São Petersburgo para calar os protestos estudantis. Liu, um homem culto e observador, é chamado pela esposa de Yegor para protegê-lo em sua casa. No entanto, ele é secretamente um militante anarquista que planeja matá-lo. Tudo isso é revelado logo no início. O romance se desenrola a partir daí em clima de tensão permanente, por meio de cartas trocadas entre Liu e um correligionário e entre os membros da família Rasimkara. Liu exerce sobre todos uma atração fora do comum, com “aqueles estranhos olhos cinzentos, que parecem penetrar em todos os corpos”, no dizer da matriarca. O último verão foi adaptado para o cinema, na Alemanha em 1954 e na Suécia em 1990.

Compartilhar:
Beatriz Sardinha
Beatriz Sardinha

Possui bacharelado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo na Escola de Comunicações e Artes, Desde 2025, ingressou no Bacharelado em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras ...

Ver todos os artigos →

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade