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As fraturas que carregamos

17 de outubro de 2022
1 min de leitura
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Inspirado em um crime real ocorrido na capital gaúcha, 'Diorama' é marcado por deslocamentos, questões de sexualidade e feridas que nunca cicatrizam deixadas em famílias desfeitas pelo crime e pelo preconceito

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Narrado por Cecília Matzenbacher, Diorama (Companhia das Letras, 288 pp, R$ 69,90) percorre os meandros de uma existência marcada por um crime brutal. Enquanto a protagonista adulta tenta manter de pé a vida refeita nos EUA, sua versão criança leva o leitor de volta à Porto Alegre dos anos 1980, revelando pouco a pouco os detalhes íntimos e políticos de um assassinato que marcou o Rio Grande do Sul. Somam-se a isso múltiplas vozes de testemunhas e envolvidos, que erguem um universo de relações estilhaçadas, segredos e violência sempre à espreita. Em uma prosa cinematográfica e envolvente história familiar, o primeiro livro desde que Carol Bensimon venceu o prêmio Jabuti de melhor romance com O clube dos jardineiros de fumaça é embalado por reflexões sobre a natureza e sobre as fraturas que carregamos.

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Beatriz Sardinha
Beatriz Sardinha

Possui bacharelado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo na Escola de Comunicações e Artes, Desde 2025, ingressou no Bacharelado em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras ...

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