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O relato de um ativista sírio jurado de morte

09 de novembro de 2017
1 min de leitura
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Com o pseudônimo de Samer, estudante revela, de forma clandestina, o dia a dia na Síria após a dominação do Estado Islâmico

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Diários de Raqqa (Globo Livros, 112 pp, R$ 29,90 – Trad.: Fácio Bonillo) conta a história real de Samer – pseudônimo do autor –, hoje jurado de morte pelo Estado Islâmico por ter feito este diário chegar até as mãos de milhares de leitores ao redor do mundo.  Aos 20 anos, Samer – um jovem universitário apaixonado, com uma família unida e muitos amigos – está comemorando seu primeiro emprego. A vida não poderia ser mais luminosa – até o dia em que o Estado Islâmico toma a cidade onde ele vive. Impotente diante da violência e das restrições que lhe tiram a liberdade e ceifam várias das pessoas que Samer mais ama, ele começa a preencher as páginas de um diário com tudo que vê e sente. Seu relato sincero e contundente – que o jovem consegue enviar em trechos para um repórter da BBC, através de uma conexão clandestina de internet – é um documento indispensável para que o mundo entenda, de uma vez por todas, os perigos do extremismo.

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Talita Facchini

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