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Escritora turca Elif Shafak é a quarta eleita para a Biblioteca do Futuro

06 de novembro de 2017
2 min de leitura

Projeto escala escritores para compor obras a serem publicadas em 2114

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Todo livro impresso nasce de uma árvore. Ela morre, ele nasce. Ao conceber sua Biblioteca do Futuro (em inglês, Future Library), a artista plástica conceitual escocesa Katie Paterson preocupou-se com as duas pontas do processo, integrando a fonte da celulose e seu subproduto final de modo ainda mais orgânico e simbólico. Paterson acredita que no futuro as pessoas ainda lerão livros impressos. Com apoio financeiro de um fundo sueco, reservou uma imensa gleba na floresta de Nordmarka, nos arredores de Oslo, para o plantio de mil sementes de pinheiros, que daqui a 100 anos estarão no ponto para gerar papel, que em seguida se transformarão em livros – de autores cuidadosamente selecionados. Como os manuscritos ficarão hermeticamente guardados durante 100 anos, seu conteúdo só se tornará público no próximo século e seus leitores ainda estão para nascer. Quem estiver vivo em 2114 terá oportunidade de ler a 16.ª ficção da canadense Margaret Atwood, Scribbler moon entregue à Biblioteca do Futuro três anos atrás. A celebrada autora de O conto da aia foi o primeiro nome convidado pelo projeto, que prevê um total de 100 autores, globalmente selecionados: um por ano, até 2114, quando farão parte de uma antologia, de que serão impressos somente mil exemplares. O nome de Shafak, conhecida no Brasil por De volta a Istambul, chegou ao noticiário cheia de entusiasmo pela possibilidade de escrever para pessoas que jamais conhecerá e sem qualquer compromisso com a repercussão. “É como escrever uma carta e deixá-la à beira de um rio, ao sabor das águas e do tempo”, disse ao The Guardian.

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