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Semana dos livros proibidos destaca avanço da censura

02 de outubro de 2017
2 min de leitura

Nos EUA, a Associação Americana de Bibliotecas alerta para o recrudescimento da cruzada moralista que ameaça a liberdade de expressão

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Personagens LGBT, linguagem ofensiva e conteúdos sexualmente explícitos foram o denominador comum dos livros mais sujeitos a censura nos EUA em 2016, uma lista com a qual a Associação Americana de Bibliotecas reivindicou esta semana a “liberdade de ler”. A Semana dos Livros Proibidos, que terminou neste sábado, 30 de setembro, chama a atenção sobre as restrições que enfrentam alguns livros (no ano passado um total de 323 receberam queixas), mas celebra também que a maioria permanece nas estantes das bibliotecas públicas, lojas e escolas. “O número de reclamações tem aumentado quando o tema do livro está relacionado com a comunidade LGBT, e também a autores como Gabriel García Márquez”, revelou a presidenta da associação, Loida García-Febo. A lista dos 10 livros mais disputados em 2016 vem encabeçada por This one summer (Aquele verão), de Jillian e Mariko Tamaki, que recebeu ameaça de veto por incluir personagens homossexuais, drogas e linguagem ofensiva, além de conteúdo sexual explícito. Razões similares compartilham outros livros, como Drama, de Raina Telgemeier, também por causa de personagens homossexuais, ou Two boys kissing (Dois garotos beijando-se), de David Levithan, cuja capa, uma imagem representativa do titulo, foi objeto de restrições. Graças a ativistas contrários à censura de livros, que vão de bibliotecários a compradores, apenas 10% dos livros publicados nos EUA, denunciados a cada ano, são efetivamente retirados das estantes das bibliotecas.

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Talita Facchini

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