Cosac Naify busca apoio para manter seu acervo de 400 mil livros
O fundador da editora, Charles Cosac, revela que está conversando com instituições interessadas em receber o estoque armazenado em Barueri
“Não sou Nero, não estou demolindo de forma grotesca algo que demorei 20 anos para construir.” Essa foi a reação do editor Charles Cosac à repercussão negativa da entrevista do diretor financeiro da editora Cosac Naify, Dione Oliveira, ao Publishnews, veículo que cobre o mercado editorial, sobre o destino dos 400 mil livros que estão armazenados num depósito de Barueri, acumulados durante duas décadas de produção editorial e ameaçados de virar aparas no fim de dezembro. Pagando o aluguel de R$ 55 mil mensais para guardar esse estoque numa empresa especializada, o editor revelou na quinta, 22, em entrevista exclusiva ao Estadão, que ainda está em conversações com fundações e instituições para evitar que esses livros sejam picotados e virem aparas – prática, aliás, comum entre as editoras quando um título encalha nas livrarias. E a Cosac Naify, a despeito da excelência editorial e do cuidado gráfico, lançou, entre os 1.600 títulos publicados desde sua fundação, muitos livros que não venderam um décimo da edição. A entrevista completa você confere clicando aqui.
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