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Editoras enfrentam a crise

03 de março de 2016
2 min de leitura

Empresas apostam em cortes, tiragens menores e planejamento

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A má fase econômica que o país atravessa já chegou também ao mercado editorial. Uma pesquisa encomendada pelo Sindicado Nacional dos Editores de Livros apontou que o faturamento do setor teve queda real (após descontar a inflação) de cerca de 7% no ano passado. E as previsões para 2016 não são nem um pouco animadoras. Órgãos financeiros indicam que a inflação deve ficar acima de 7% e o FMI (Fundo Monetário Internacional) aposta que a economia brasileira encolherá 3,5%. Não bastasse, o governo, seja em escala federal, estadual ou municipal, vem anunciando sucessivamente cortes na área de cultura, o que atinge diretamente empresários que, em muitos casos, têm nesse tipo de negócio a sua principal fonte de renda. O tempo é de recessão, não há dúvidas. Como, então, as editoras nacionais vêm se preparando para enfrentar tal cenário? As respostas, bem como as preocupações, são diversas. Há aqueles que seguirão tocando o barco na mesma toada ou com um vigor ainda maior, publicando mais livros. Há quem trabalhará para que os casos de inadimplência sejam sanados e enxugando os custos fixos. E há quem repensará a forma de adquirir direitos de publicações estrangeiras por conta da desvalorização do real frente a moedas como o euro, a libra e, principalmente, o dólar.

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