Em livro, as outras vidas do autor de ‘vida bandida’
Integrante do Nuvem Cigana e letrista da MPB, Bernardo Vilhena tem sua poesia reunida
Antes de ter seus versos incorporados àquela que seria umas das mais simbólicas canções do cantor Lobão, Vida bandida, era tão somente o poema de um garoto carioca, Bernardo Vilhena, que, com Chacal, Ronaldo Bastos e outros jovens poetas, fez parte nos anos 1970 do coletivo Nuvem Cigana. Quis o destino que a música carregasse Vilhena e que ele fizesse letras para mais de 300 canções. Mas a poesia esteve sempre lá, ao seu lado, como se pode conferir agora em Vida bandida e outras vidas (Azougue; 208 pp., R$ 40), volume que reúne todos os seus poemas. O lançamento do livro acontece hoje, a partir das 20h, na sede da Azougue (Rua Visconde de Pirajá, 82 – subsolo, sala 115 – Rio de Janeiro/RJ), que, ironicamente, ocupa o mesmo subsolo em Ipanema onde a Nuvem realizava seus happenings, as Artimanhas.
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