Mistérios e espiões
Realidade argentina mais parece livro noir
No topo da lista dos mais vendidos na Argentina, atrás somente de Cinquenta tons de cinza e da franquia John Green, o livro El Puñal (Planeta), do jornalista Jorge Fernández Díaz, arregimenta leitores em meio ao clima sinistro que domina o país, comovido pela suspeita morte do promotor Alberto Nisman. Espionagem, morte e mistério saltaram dos livros de ficção para a realidade e frequentam o noticiário. Quem matou Nisman? O governo, a CIA, o Irã? Teria sido suicídio? O assunto invade as conversas e hipóteses são levantadas quase aos sussurros. Na vida real, a investigação patina, versões aparecem a cada instante e a suposição de culpa espreita o gabinete da presidente Cristina Kirchner, principal alvo das acusações do promotor morto.
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