Mais de 5 milhões de brasileiros compraram a trilogia ‘50 tons de cinza’
Filme deve impulsionar a venda dos livros da série de E. L. James
A série Cinquenta tons de cinza fez história no mercado editorial internacional e gerou polêmica entre movimentos contra a violência doméstica, religiosos de todo tipo de crença e juízes. Para os leitores de Sade e Bataille, o conteúdo da série foi motivo de piada. Para os de Nicholas Sparks e de outros romances açucarados, um algo a mais. Fato é que a trilogia virou um fenômeno, com mais de 100 milhões de exemplares comercializados no mundo todo e 5,5 milhões no Brasil. Houve gente tentando imitar e aproveitando a onda, ou tirando o livro da gaveta. No Brasil, fez sucesso a série Toda sua, de Sylvia Day, com números mais modestos – 100 mil exemplares –, mas que a levaram às listas de mais vendidos. Para ter a trilogia no catálogo, a Intrínseca não pagou pouco. Comenta-se que a oferta foi de US$ 750 mil. A Companhia das Letras teria ficado em segundo lugar no leilão, e levou Sylvia Day depois. “Sentimos que Cinquenta tons de cinza era uma série com uma ideia diferente, com um enredo capaz de prender a atenção do leitor”, diz o editor Jorge Oakim, que não lançou mais nada do gênero desde então. Os livros foram lançados aqui em 2012. Naquele mesmo ano, o primeiro volume ficou no topo da lista de mais vendidos do Publishnews. Os volumes perderam força nos anos seguintes, com o bispo Edir Macedo, o terceiro colocado de 2013, e seu Nada a perder (volumes 1, 2 e 3) ganhando espaço nas livrarias. No ano passado, os livros de E. L. James sequer apareceram no ranking geral dos 20 mais vendidos feito pelo site especializado em mercado editorial.
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