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Comunidade reúne 38 mil fãs de livros eróticos

11 de fevereiro de 2015
2 min de leitura

Em alguns desses grupos, homens não são bem-vindos

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A empresária Simone Félix, 29, tem na ponta da língua o calendário de lançamentos de romances eróticos no Brasil. Publicado pela Intrínseca em 2012, a trilogia 50 tons de cinza vendeu 5,5 milhões de exemplares no país e é uma espécie de fetiche para leitoras que, como Simone, transformaram-se em consumidoras vorazes do gênero. “Chega a ser assustador, elas leem muito”, diz Quézia Cleto, editora da Paralela, selo da Companhia das Letras que tem eróticos no catálogo. Atendendo a pedidos de fãs, a casa comprou os direitos de tradução da série Sinners on tour, de Olivia Cunning. “Dentro da ficção, é o gênero que mais vende e, ao mesmo tempo, sofre um certo preconceito por não ser tão resenhado”, comenta Cleto. A divulgação do que há de novo na literatura erótica depende do boca a boca entre leitoras, que se organizam em comunidades online. Em fóruns como o grupo do Facebook “Romances e Livros Hot”, com quase 38 mil membros, elas trocam impressões sobre leituras, tiram dúvidas afetivas e combinam encontros para falar de erotismo e literatura. Homem não entra: o papo é só entre garotas, que em geral têm entre 20 e 30 anos.

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