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Romance de Haruki Murakami é uma jornada rumo à autodescoberta

09 de fevereiro de 2015
2 min de leitura

Em ‘O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação’ Murakami mostra por que é um romancista tão bem-sucedido

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Em O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação (Alfaguara, 328 pp., R$ 39,90; R$ 27,90 o e-book), encontramos várias das características que tornaram Haruki Murakami um romancista tão bem-sucedido. Estão nele o tom de fábula, os ecos surreais, a inserção de diferentes níveis ou planos existenciais e o cuidado quase didático para com a estruturação. Emulando uma composição do húngaro Franz Liszt (1811-1886) intitulada justamente Os anos de peregrinação, o romancista japonês lança o seu protagonista numa jornada de autodescoberta que, embora não surpreenda pela originalidade, é bem amarrada e desenvolvida. Tsukuru Tazaki é um engenheiro de 36 anos, especializado em projetar e reformar estações de trem. Leva uma vida insossa em Tóquio. Quando jovem, em Nagoia, ele integrava um grupo de amigos. Certo dia, quando Tsukuru já morava em Tóquio como estudante, ele foi súbita e secamente cortado do grupo. O choque foi tamanho que ele nem sequer procurou saber o motivo. Agora, 16 anos depois, ele decide procurá-los a fim de descobrir o que se passou. A jornada de descoberta é uma jornada de autodescoberta. 

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