Estreia de escritora de Garota exemplar não convence leitor
‘Objetos cortantes’ foi escrito antes de ‘Garota exemplar’, mas só agora chega ao Brasil
O estranho assassinato de uma criança na cidadezinha de Wind Gap, no Missouri, desperta o faro do editor de um jornal em Chicago, que manda sua repórter investigar o caso, esperando novos desdobramentos (e vítimas). Escolhida a dedo por ser nativa de Wind Gap, Camille Preaker tem de voltar a cenários de sua infância, à relação conflituosa com a mãe dominadora e estabelecer laços com sua irmã adolescente, que ela mal conhece. Primeiro romance da escritora Gillian Flynn, conhecida pelo livro Garota exemplar –lançado no Brasil antes deste romance de estreia–, Objetos cortantes (Intrínseca, 256 pp, R$ 34,90) é um thriller clássico de investigação jornalística. Chega a ser genérico no primeiro quarto do livro, até que começam a ser revelados traços bizarros dos personagens, como a tendência de Camille de se mutilar e a prática precoce das meninas da cidade no sexo e nas drogas. Ainda assim, Objetos cortantes não deixa de trazer surpresas. A identidade do criminoso oscila durante todo o livro entre três ou quatro personagens e a autora joga bem com isso. É uma boa história, escrita de forma pouco convincente. Bem adaptada, pode gerar um filme melhor do que o livro.
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