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Nova geração de autores nigerianos narra conflitos do país

31 de janeiro de 2015
2 min de leitura

Escritores ganham espaço no cenário internacional

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Localizado no centro de Lagos, na sede restaurada de uma prisão colonial, o Freedom Park é um refúgio verde no coração da maior megalópole africana, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas. Num fim de semana de novembro, o parque abrigou a 16ª edição do Lagos Book & Arts Festival (Labaf), que homenageou os 80 anos do dramaturgo Wole Soyinka, ganhador do Nobel em 1986. Com um bom público circulando pelos antigos corredores da cadeia e por tendas nos jardins, o festival teve debates sobre a nova cena literária nigeriana e o crescente mercado para livros digitais na África, shows, peças, exposições e até um molue — como são conhecidos os precários ônibus amarelos que colorem os engarrafamentos da cidade — transformado em museu e biblioteca itinerante. Um dos convidados do Labaf, o dramaturgo e ficcionista Rotimi Babatunde participou de uma mesa sobre a literatura nigeriana contemporânea. Ganhador em 2012 do Caine Prize, principal prêmio literário do continente, ele foi um dos 39 escritores africanos com menos de 39 anos selecionados para a antologia Africa39, publicada em 2014 por iniciativa do Hay Festival britânico.

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