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Amazon agora é de papel

21 de agosto de 2014
3 min de leitura
Alex Szapiro, diretor-geral da Amazon no Brasil, agora é todo papel (Divulgação | Amazon)
Alex Szapiro, diretor-geral da Amazon no Brasil, agora é todo papel (Divulgação | Amazon)

Em sua coluna, Carlo Carrenho fala sobre a entrada da Amazon na venda de livros físicos e seus destaques no e-commerce.

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Dois tipos de comentários eram frequentes no mercado editorial brasileiro nos últimos meses. O primeiro que a Amazon iniciaria sua operação de livros físicos no Brasil nos próximos dias. O segundo que a Amazon estava devagar demais tanto nas vendas de livros digitais quanto no lançamento do e-commerce de livros de papel, e que não estava fazendo jus às expectativas. Houve até quem dissesse que a Amazon sairia do Brasil. Mas a partir de hoje, 21/8, os comentaristas profissionais do mercado editorial terão que procurar outros assuntos. Afinal, a loja da Amazon de livros físicos está finalmente entrado no ar em www.amazon.com.br/livros.

E se a gigante de Seattle parecia devagar para montar sua operação física no Brasil, o catálogo de 150 mil livros em português que ela está oferecendo no Brasil explica a razão desta demora. Afinal, este número é praticamente o total de livros físicos brasileiros em catálogo – e montar um catálogo exige tempo. Considerando-se a baixa qualidade dos metadados brasileiros e a rede de distribuição de livros ainda limitada no Brasil, pode-se dizer que a Amazon andou bem rápido. E que seus funcionários podem ser qualquer coisa, menos lentos.

Para abastecer seu estoque, a Amazon negociou com distribuidores, mas também direto com várias editoras. Os seis distribuidores que abastecerão a filial brasileira de Jeff Bezos são Bookpartners, Disal, Acaiaca, Superpedido, Catavento e i-Supply. A empresa não foi agressiva em sua negociação de descontos com as editoras, o que pode ser um sinal de que não enfocará tanto nos descontos para conquistar clientes. Em muitas editoras os descontos negociados para a aquisição de livros pela Amazon foram menores daqueles praticados com outros grandes varejistas.

A logística, segundo matéria do Valor Econômico, está a cargo da Luft, que antes atendia a extinta operação de comércio eletrônico do Carrefour. A seguir os principais destaques do mais novo e-commerce de livros no Brasil:

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  • Catálogo de 150 mil livros em português
  • Frete gratuito para compras acima de R$69,00
  • Devolução em até 30 dias da data de compra por qualquer motivo (a lei brasileira exige 7 dias)
  • Leia Enquanto Enviamos:  funcionalidade disponível para 13 mil livros que permite que o leitor receba trechos iniciais do livro em formato digital para ler enquanto não recebe o livro físico.
  • Entrega em 1 dia útil para CEPs selecionados da Grande São Paulopara pedidos feitos até as 11h
  • Comparação de preços entre o formato digital e físico

Agora é esperar para ver qual será a performance da Amazon no Brasil. Mas a verdade é que as dificuldades logísticas nacionais não impediram a empresa norte-americana de se lançar no Brasil com um catálogo de gente grande. Resta saber se os consumidores brasileiros serão seduzidos pelo canto das sereias amazônicas.

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Carlo Carrenho
Carlo Carrenho

Carlo Carrenho, editor colaborador do Publishing Perspectives, é consultor editorial brasileiro radicado na Suécia e membro da consultoria Alpine Global Collective.** Os textos tra...

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