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Ambiguidade entre sacanagem e religião caracteriza coletânea

21 de junho de 2014
1 min de leitura

Quermesse reúne poemas pornográficos escritos pelo cineasta Sylvio Back em quase 30 anos

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Desde seu primeiro livro, em 1986, o cineasta catarinense Sylvio Back vem se dedicando, ao lado de Glauco Mattoso, a fazer recircular a poesia pornográfica entre nós. Toda a sua poesia até aqui, incluindo os 55 textos inéditos que abrem o livro, é agora reunida em Quermesse (Topbooks, 280 pp., R$ 43,90). Em nossa língua, o gênero remonta às cantigas de escárnio e maldizer dos trovadores galego-portugueses e tem em Gregório de Matos nosso cultor mais famoso. É poesia licenciosa, que rompe o decoro da própria poesia e lança mão de baixo calão, temas-tabu e cenas obscenas.

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