Poemas acompanham hierarquia da sociedade colonial na Bahia
‘Coleção Gregório de Matos’ é publicada pela Autêntica em cinco volumes
Diferentemente de outras edições, a Coleção Gregório de Matos (Autêntica, Entre R$ 43 e R$ 49 por volume -entre 400 e 592 pp. por volume) evita extrair e reagrupar os poemas. “Mantivemos a disposição tal como foi pensada no século 18”, diz Marcello Moreira. Pela ordem, vêm primeiro os poemas com “louvores e vitupérios à nobreza”. Depois, “louvores e vitupérios aos agentes da Igreja Católica, clérigos, freiras”. Por fim, os poemas “dedicados às mulheres, algumas de qualidade, outras, não”. Entram aí “as putas da Bahia, que merecem castigo, a Babu, a Andresona”. A sequência dos poemas “faz uma encenação de toda a hierarquia” colonial, diz João Adolfo Hansen, questionando edições contemporâneas que recortam e alteram a ordem, como a de James Amado (Record, 1990).
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