Boca do paraíso
Nova edição de poemas revela face angelical do Boca do Inferno
O que se sabe do homem Gregório de Matos e Guerra (1663?-1699?) é muito pouco. Por exemplo, de próprio punho, sobrevive uma única assinatura. Mas ele foi um gênero literário na Bahia do século 17, dizem João Adolfo Hansen, da USP e Marcello Moreira, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. No final deste mês, chegam às livrarias cinco volumes com os poemas atribuídos a Gregório, editados e analisados por ambos. Reproduzem o códice Asensio-Cunha, reunido no século 18, antes da lenda. O Gregório proto-nacionalista e obsceno teria sido uma invenção dos críticos e historiadores românticos do século 19, diz Hansen. “Eles transformaram a poesia na expressão psicológica de um indivíduo-autor.”
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


