Bateia encerra as atividades
Lui Fagundes comenta os dissabores do mercado editorial
Há dois anos a coluna Babel anunciava a criação da Bateia, editora idealizada por Lui Fagundes para publicar bons e quase desconhecidos autores (Mircea Cartarescu, Juan Emar, Tomas Espedal, etc.). Para ajudar a bancar isso, editaria infantis – e começou a coleção Firula com títulos sobre o Grêmio e o Inter, que foram licenciados pelos clubes. Nesse meio tempo, Fagundes fez uma grande aposta para uma editora independente: lançou Acorn, a primeira obra de Yoko Ono a sair no País. Hoje, desanimado com as dificuldades, sobretudo de entrada nas livrarias, ele sai de campo. Em entrevista à Babel, ele comenta as agruras de ser pequeno, o derradeiro livro, os planos e faz um desabafo: “Se Acorn tivesse sido publicado por editoras como Companhia das Letras ou Cosac Naify, ele estaria em todas as estantes com destaque”.
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