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Às vésperas do centenário, chileno Nicanor Parra fala sobre a ‘antipoesia’

07 de junho de 2014
1 min de leitura

O Chile se prepara para os festejos do ‘antipoeta’ recluso

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Numa rua de terra em Las Cruces, no litoral chileno, há uma casa que se distingue das outras por uma palavra pichada na porta: “antipoesia”. Nela vive o homem que criou esse termo: Nicanor Parra, o antipoeta. No Chile já se preparam as homenagens pelo centenário de Parra, em setembro, com direito a uma exposição em Santiago, uma fotobiografia e uma obra inédita dos anos 1980, recém-anunciada. Ele prefere ficar em Las Cruces, a 100 km da capital, em sua casa com vista para o Oceano Pacífico. Não participa de eventos, não gosta de entrevistas, nem de ser fotografado. Em alguns dias, não recebe ninguém. Em outros, oferece às visitas amostras generosas de sua memória e senso de humor afiados. Aos 99 anos, mantém o gosto por conversar, ler e preencher seus caderninhos (diz-se que guarda mais de 300). Sempre cotado para o Nobel, ganhador do Prêmio Cervantes e um dos autores mais celebrados da língua espanhola, mas sem livros publicados no Brasil.

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