Argentino repete ingredientes em suspense policial histórico
Com O livro dos prazeres proibidos, Federico Andahazi repete fórmula que fez do seu romance O anatomista (1997) um sucesso nas prateleiras
O argentino Federico Andahazi ficou conhecido pela aplicação da mesma fórmula a todos os seus romances. Salvaria-se da fogueira das mediocridades se fosse legítima, mas nem isso: escreve romances históricos, variante ficcional tão antiga quanto o Ivanhoé, de Walter Scott (que marca o surgimento do gênero no século 19, segundo Georg Lukács). Com O livro dos prazeres proibidos (Bertrand Brasil, 294 pp., R$ 30 – Trad.: Luíz Carlos Cabral), dilui sua “receita pessoal”, repetindo ingredientes que fizeram seu romance O anatomista (1997) obter sucesso nas prateleiras: erotismo de almanaque somado à pesquisa histórica em fascículos de banca de jornal que resultam num aguado suspense policial de araque. Não chega a ser pecado mortal, porém, cozinhar ficçõezinhas superficiais para atender o mau gosto das massas e a mercancia editorial.
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