Grupo que tentou modificar Lei Áurea quer manter censura a biografias
O criador da entidade é o carioca Eduardo Banks, definido no texto enviado à Corte como ‘filósofo, dramaturgo e compositor’
Um grupo que ainda não havia se pronunciado sobre a questão das biografias entrou no debate. Anteontem, a “Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana (Associação Eduardo Banks)” foi aceita como parte interessada na ação que discute as biografias no Supremo Tribunal Federal. A entidade é contrária à ação proposta pela Associação Nacional dos Editores de Livros, que classifica como “ostensiva esdruxularia”. O criador da entidade é o carioca Eduardo Banks, definido no texto enviado à Corte como “filósofo, dramaturgo e compositor”. Ele foi candidato a vereador no Rio pelo PTB em 2006. Em 2010, propôs uma alteração à Lei Áurea, de 1888, com o objetivo de indenizar descendentes de proprietários de escravos. Mais tarde, a Sociedade Banksiana também participou do julgamento sobre a união homoafetiva. A entidade se opõe à causa. No texto enviado ao Supremo, o grupo de Banks pede a anulação da ação dos editores e os acusa de formar uma associação só para entrar com o processo na Corte.
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