Traços críticos
George Pérez faz um balanço de 40 anos de quadrinhos
Seja herói ou vilão, todo aquele que é amarrado pelo laço da Mulher-Maravilha é obrigado a falar a verdade, doa a quem doer, e George Pérez, o responsável pela revitalização editorial da amazona nas HQs da década de 1980, aprendeu com ela o valor de ser íntegro. Por isso, o desenhista e escritor nova-iorquino de origem porto-riquenha, que vem ao Brasil no dia 15, para participar do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte, diz sem dó, “os quadrinhos deixaram de se preocupar em construir uma mitologia e passaram a existir apenas para ceder matéria-prima para o cinema e os desenhos animados”, admite Pérez ao por telefone, de sua casa, em Orlando, na Flórida. Lá ele se recupera de uma cirurgia na retina, a tempo de viajar para BH, onde fala no dia 16 no FIQ (evento sediado de 13 a 17 de novembro no Espaço Cultural Serraria Souza Pinto), comemorando seus 40 anos de carreira.
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