Relíquias de Erico Verissimo
Memorial em Porto Alegre, que será aberto ao público nesta segunda-feira, reúne originais, correspondência e outros itens raros do autor de ‘O tempo e o vento’ e planeja abrigar acervo completo do esc
Dez anos de amizade renderam ao professor e escritor Flávio Loureiro Chaves um arsenal de relíquias de Erico Verissimo, como originais corrigidos de próprio punho, edições raras, inéditos e até uma gravação em vinil, ao que se sabe a única, do romancista lendo O tempo e o vento. Por mais de 30 anos, esse manancial de documentos pôde ser visto apenas em exposições esporádicas. Agora o acervo, acrescido de originais que estavam com a família do crítico Mário de Almeida Lima, fará parte do Memorial Erico Verissimo, que será aberto hoje ao público no centro cultural que leva o nome do autor, no centro de Porto Alegre. A maior parte dos documentos, segundo Chaves, é inédita e nunca esteve à disposição de críticos e estudiosos. Isso inclui, entre outros, os originais de Fantoches (1932), primeiro livro de Erico, e do segundo volume de Solo de clarineta (1975), biografia inacabada que coube a Chaves terminar depois da morte súbita do autor. O Memorial está espalhado por 300 metros quadrados em dois andares do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. A diretora do Centro, Regina Ungaretti, explica que o local terá espaço para pesquisadores, junto à biblioteca O Continente, e também para quem não conhece o trabalho do autor.
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