O editor que trocou a TV pelos livros
Sob o comando de Feith, a Objetiva se consolidou ao atrair nomes como Paulo Coelho e Luis Fernando Verissimo
Foi com alguns erros – e muitos acertos – que Roberto Feith fez da editora Objetiva uma das maiores do país. Depois de rejeitar a saga escrita por J. K. Rowling, que vendeu 450 milhões de exemplares pelo mundo – 4 milhões deles no Brasil (pela editora Rocco) -, Feith conseguiu dar a volta por cima: trouxe o astro Paulo Coelho para a então média editora, fez de Luis Fernando Verissimo um dos autores mais populares do país e deu o salto financeiro no momento certo, em 2005 – quando o mercado editorial brasileiro se tornou altamente competitivo -, ao vender 75% da Objetiva ao grupo Prisa-Santillana, gigante do setor. A transação permitiu que a editora realizasse um amplo plano de reestruturação, que tinha como objetivo torná-la mais dinâmica e diversa. Hoje, sob o comando de Roberto Feith, de 61 anos, o grupo se divide em cinco selos (Suma, Alfaguara, Fontana, Objetiva e Ponto de Leitura), cada um com equipes próprias e objetivos distintos, apoiados pela mesma estrutura operacional e empresarial – e não depende mais de um best-seller para sobreviver.
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