Livrarias de Nova York fazem vaquinha para sobreviver
A vaquinha também ajuda a expandir negócios saudáveis
Quando o empresário Peter Glassman abriu sua livraria especializada em edições infantis em Nova York, há 32 anos, seus amigos duvidaram de que haveria demanda para um nicho tão específico. O modelo de negócio se provou sustentável até 2012, quando, enfim, as previsões contrárias se confirmaram e a empresa teve de recorrer a doações da clientela para sanar os prejuízos deixados pela crise e pelo avanço de competidores gigantes, como a Amazon, nos últimos anos. Com US$ 100 mil arrecadados, Glassman não foi o único no setor que nos últimos seis meses concluiu que passar o chapéu seria alternativa. Saídas como vender café, brinquedos e outras bugigangas para preservar os balanços já são status quo. A estratégia que se consolida agora é o crowdfunding, prática que cresceu na esteira de sites que arrecadam fundos para novos pequenos negócios. Histórias semelhantes são narradas por livrarias como a Adobe Books, de San Francisco, e a Spellbound, de Asheville. “Vejo como uma tendência entre livrarias independentes que criaram um senso de comunidade entre seus clientes ao longo dos anos”, afirma Glassman.
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