Reedição de prosa de Elizabeth Bishop será acrescida de inéditos
Embora nunca tenha lhe faltado admiração no meio literário, Bishop não viveu para testemunhar o reconhecimento amplo do público
No Brasil, a vida tumultuada de Elizabeth Bishop é tão mais comentada que sua obra que, até o ano passado, alguém poderia vasculhar sua intimidade nas formas de biografia, romance e peça, mas não desfrutar seus textos, havia anos fora de catálogo. O descompasso entre essas pontas foi atenuado com Poemas Escolhidos (Companhia das Letras, 2012), incluindo inéditos e reeditados na tradução de Paulo Henriques Britto, e ficará mais bem remediado no início de 2014, quando sua prosa, também acrescida de inéditos, voltará a figurar nas lojas do país. Um ponto alto é uma reportagem de 1958, feita para a “New Yorker” e nunca publicada pela revista, a partir da visita com o escritor Aldous Huxley a uma Brasília em construção e à Amazônia. O texto veio à tona em 2006, mas ainda não saiu em português. O livro terá ainda contos, cartas e um trecho de “Brazil”, que a Time-Life lançou nos anos 1960 com alterações odiadas pela poeta –Lloyd resgatou o original, bem mais ácido (à moda Bishop) do que aquele que ficou conhecido.
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