Palavras soltas nas ruas
Com frases roubadas aqui e ali, a gaúcha Veronica Stigger criou Delírio de Damasco
“O mundo está cheio de objetos, mais ou menos interessantes; eu não desejo acrescentar nenhum outro”, afirmou o artista conceitual norte-americano Douglas Huebler. Em Delírio de Damasco (Cultura e Barbárie, 80 pp., R$ 30), publicado no fim do ano passado, a escritora gaúcha Veronica Stigger parece concordar com a afirmação de Huebler. O seu livro é um compêndio de frases ouvidas casualmente na rua, como ela própria admite no posfácio: “Delírios de Damasco é uma reunião dessas frases ouvidas aqui e ali, numa espécie de arqueologia da linguagem do presente, em busca da poesia inesperada – dura ou tenra, ingênua ou irônica – que pudesse haver em meio a nossos costumeiros diálogos sobre a tríade sangue, sexo, grana”.
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