Jornalista vê manias da sociedade em romance ‘O Homem Visível’
Klosterman incorpora os metamateriais, mas investe pouco nas questões técnicas e científicas
O norte-americano Chuck Klosterman, 41, escolheu o homem invisível para desenvolver a narrativa do romance O Homem Visível (Bertrand Brasil, 294 pp., R$34, trad.: Rodrigo Chia). É o primeiro livro do autor a sair por aqui –nos EUA, ele é conhecido por ensaios como Sex, Drugs and Cocoa Puffs (Scribner, 2003), um “manifesto sobre a baixa cultura”, e livros sobre música. O personagem-título de O Homem Visível (que não gosta de ser chamado de invisível, já que só é assim para olhos não treinados) invade a intimidade das pessoas (como Valerie, a faminta malhadora maconheira) usando um traje de camuflagem óptica. Ele diz que é uma “empreitada científica”. Quer saber como as pessoas de fato são, despidas dos pudores sociais. Mas entra em crise e busca uma terapeuta, Victoria Vick – ela sim a narradora, nada onisciente, dessa história. […] “É curioso como as pessoas são quase sociopatas no que diz respeito a seu direito à privacidade, enquanto expõem ativamente cada detalhe de suas vidas na primeira oportunidade”, diz o escritor à Folha, por e-mail.
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