França quer comprar obra mais radical do Marquês de Sade
Desde que foi escrito em uma cela na Bastilha, manuscrito de Os 120 dias de Sodoma passou por várias mãos até ir parar na Suíça
Os 120 dias de Sodoma, do Marquês de Sade, é uma das obras mais perversas da literatura do século XVIII. […] Não há nada de erótico nele. Mesmo Bruno Racine, diretor da Biblioteca Nacional da França, chama o livro de “depravado”. Mas isso não o impediu de negociar longamente para comprar o manuscrito de Sade. Racine convenceu o Ministério da Cultura francês da importância da obra, argumentando que se trata de um tesouro nacional que precisa ser preservado na biblioteca. E ele está disposto a pagar mais de US$ 5 milhões para adquiri-lo. […] Desde que assumiu o cargo de diretor da Biblioteca Nacional, em 2007, Racine vem tentando classificar manuscritos importantes como “tesouros nacionais”, para adquiri-los para a instituição. Entre outros, ele comprou as memórias de Casanova com US$ 9,6 milhões de um doador anônimo, os arquivos do filósofo francês Michel Foucault e do escritor e cineasta Guy Debord (evitando que eles deixassem o país e fossem para Yale, nos EUA). (New York Times)
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