Do bullying ao delírio, graphic novel conta história de vingança
Fido Nesti tem um traço que oscila entre o fofinho e o nervoso
A Máquina de Goldberg (Quadrinhos na Cia, 112 pp., R$ 34,50) tem uma narrativa que vai ganhando força a cada página. Começa mais convencional e evolui para algo delirante. É daí que tira seus méritos. Vanessa Barbara, colunista da “Ilustrada”, escreveu o texto. O desenho é de Fido Nesti, há uma década colaborador de jornais e revistas do Brasil e do exterior. A combinação dos dois artistas é fluente. A novela pode ser lida rapidamente, com ritmo de quadrinhos comerciais. Uma leitura mais atenta revela como os enquadramentos de Fido, que domina os close-ups em sequências de tensão, ditam esse ritmo de quase desenho animado.
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