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Personagem ambíguo é trunfo de narrativa instigante de Mantel

20 de outubro de 2012
1 min de leitura

‘Bring Up the Bodies’ é o segundo livro de trilogia de autora inglesa a ser premiado com o Man Booker Prize

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Ah, esses Tudors! Será que nunca vamos nos cansar das prisões, torturas, eviscerações, execuções pelo fogo? Tenho um fraco pelos Tudors, por isso devorei Wolf Hall, de Hilary Mantel (primeiro livro da trilogia sobre Thomas Cromwell), de uma vez. Bring Up the Bodies [“que venham os cadáveres”] retoma os restos mortais onde Wolf Hall os deixou. É verão. Henrique 8º e sua corte estão em Wolf Hall, a residência dos Seymour, onde Henrique está de olho na dura e pudica Jane, destinada a ser sua próxima rainha. Cromwell treina seus falcões, que têm os nomes de suas filhas mortas. “Suas filhas estão caindo do céu”, começa Mantel, fazendo-nos mergulhar na mente labiríntica do conselheiro. Cromwell é uma figura histórica opaca; provavelmente por isso Mantel se interessa por ele: quanto menos sabe o romancista, mais espaço tem.

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