Unicamp e USP terão centros para obras valiosas
Universidades constroem prédios para abrigar livros raros e coleções especiais
O que faz de um livro uma obra rara? Uma convenção de bibliotecas internacionais estabeleceu o critério cronológico em primeiro lugar. São raras as obras anteriores a 1750. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, a maior do país, com mais de nove milhões de livros, estende o limite a 1840, quando a indústria editorial no Brasil ainda era incipiente. Na Universidade de Campinas (Unicamp), a política é mais abrangente. Como não incluir nessa categoria, por exemplo, um dos 300 exemplares da primeira edição de Raízes do Brasil (1936), de Sérgio Buarque de Holanda, que teve todos os volumes assinados pelo autor? Ou as edições da literatura popular marginal das primeiras décadas do século XX, de baixa tiragem e de difícil acesso, que agora começam a despertar interesse literário e histórico? […] Na Universidade de São Paulo (USP), professores, pesquisadores e estudantes se entusiasmam com uma novidade parecida. Um complexo com três prédios, orçado em R$ 130 milhões, começa a funcionar em dezembro, a partir da inauguração da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, que abrigará a coleção reunida ao longo de mais de oitenta anos pelo bibliófilo e sua esposa.
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