Delegado Espinosa firma-se como um dos poucos heróis da literatura policial brasileira
Protagonista de nove romances, o delegado Espinosa firma-se como um dos poucos heróis da literatura policial brasileira
Se um dia o delegado Espinosa resolvesse convidar outros heróis da nossa literatura policial para um café, poderia acomodá-los até mesmo em seu pequeno gabinete na 12ª DP, no Rio. Estariam lá o advogado criminalista Mandrake (de Rubem Fonseca), o investigador Venício (de Joaquim Nogueira), o detetive particular Bellini (de Tony Bellotto) e o veterano delegado Leite (de Luiz Lopes Coelho). Sem esquecer do atrapalhado e pobretão Ed Mort (de Luis Fernando Verissimo), que possivelmente pediria ao anfitrião uns trocados para o ônibus. Com alguma possível ausência, esses são os personagens que vêm desvendando os mistérios de alguns dos melhores livros policiais de autores brasileiros. Há um enigma, contudo, que talvez até eles próprios tivessem dificuldade em elucidar: por que o Brasil, tão rico em crimes na realidade e na ficção, produziu tão poucos detetives protagonistas de séries de histórias? Nessa seara, o delegado Espinosa, criado em 1996 pelo escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, é o mais ativo policial da literatura nacional. Fantasma (Companhia das Letras, 208 pp., R$ 36) é o nono romance com o personagem.
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