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Gol de letra

13 de maio de 2012
1 min de leitura
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O ex-jogador Tufão, personagem de Murilo Benício na novela Avenida Brasil, descobre o prazer da leitura com Kafka, Flaubert e Freud

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A conversa a seguir é coisa de novela. “Tá lendo o quê?” “Um livro que a Nina me emprestou. Madame Bova… de Bovári.” “Qual é a dessa madame aí?” “Essa é louca. Sabe que ela trai o marido, mas não gosta do amante? Vai entender!” “Coisa de intelectual.” Quem experimenta ler pela primeira vez o clássico Madame Bovary, de Gustave Flaubert, é o ex-jogador de futebol Tufão (Murilo Benício), de “Avenida Brasil”, no ar às 21h na Globo. Na cama, antes de dormir, ele conversa sobre suas leituras com a mulher, a vigarista Carminha (Adriana Esteves). A leitura não é um hábito comumente retratado em novelas. Neste caso, porém, além de Flaubert e Freud, Tufão também ficou vidrado no livro A metamorfose, de Franz Kafka. Especialistas em literatura acreditam que as citações em “Avenida Brasil” podem atrair a atenção do público para obras canônicas.

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