Com baixa procura, grupos brasileiros adiam investimentos
As editoras brasileiras só devem começar a investir pesado em apps quando aumentar o consumo de tablets no país
Editoras brasileiras investem em e-books em ritmo muito mais lento do que as de mercados como Estados Unidos e Inglaterra. E apostar em edições vitaminadas para o formato app é algo que adiam ainda mais. Monteiro Lobato é um dos autores nacionais que mais têm títulos migrados para as tabuletas: são oito, além de cinco adaptações para quadrinhos, que podem ser lidos no iPad. Os títulos de Lobato não possuem, porém, recursos interativos. Permitem apenas a leitura no tablet. Mais experimental será a edição em quadrinhos de As Grandes Histórias do Menino Maluquinho, de Ziraldo, que a editora anuncia para a Bienal do Rio, no mês que vem. Entre as ferramentas incluídas, há uma que vai permitir a gravação de voz do leitor. “Ainda é relativamente caro produzir apps, porque a base de tablets no país é pequena”, afirma Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Editoras de pequeno e médio portes dedicadas ao público infantil, como a Peirópolis e a CDL, têm experimentado mais no formato que as grandes casas.
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