Mudanças na Lei de Direito Autoral atrasam, mas ministério adianta reviravolta
Deve haver uma supervisão estatal das entidades de gestão coletiva
‘‘Não vai dar para fugir de jeito nenhum da supervisão estatal das entidades de gestão coletiva.” Esta é a posição de Márcia Barbosa, responsável pela Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, depois de ler e debater com um grupo interministerial especializado as 158 contribuições públicas que chegaram à pasta no segundo — e último — período de revisão do anteprojeto de lei que pretende modernizar a atual Lei de Direito Autoral. Em maio, O Globo revelou um quadro de descontrole administrativo no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A polêmica em torno do caso fez com que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que já havia declarado posição contrária à fiscalização estatal desse tipo de órgão, a aceitasse ao menos como uma possibilidade. Ao que tudo indica, o segundo período de consulta pública sobre o assunto — feito entre abril e maio deste ano — aproximou ainda mais a cúpula do ministério dessa ideia. O projeto, no entanto, ainda precisará ser concluído e enviado ao Congresso.
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