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Em debate, o peso do acúmulo de papéis

18 de junho de 2011
2 min de leitura

Depositária do acervo bibliográfico e documental do Brasil, a Biblioteca Nacional voltou a comandar as políticas do livro e da leitura

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O anúncio foi feito com pompa em São Paulo, onde desembarcou, na última quarta-feira, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim. Instaurou-se o Circuito Nacional de Feiras de Livros, projeto de estímulo a festivais do gênero “que já nasce com 75 eventos até dezembro em todo território nacional”. Galeno gosta de números. E números na Fundação Biblioteca Nacional andam ainda mais assíduos desde que, em janeiro, com a divulgação de seu nome à presidência, veio também a público a informação de que a FBN passaria a comandar a Diretoria de Livro, Leitura e Literatura, antes vinculada à Secretaria de Articulação Institucional do MinC. A decisão culminou, meses depois, com o pedido de demissão de José Castilho Marques Neto. Castilho e Galeno são reconhecidos pelo empenho com a causa do livro no Brasil. A demissão de Castilho repercutiu na discussão sobre a imagem de fragilidade da ministra, mas outro debate ligado ao imbróglio manteve-se restrito a círculos fechados. E refere-se mais especificamente à instituição Biblioteca Nacional. Deveria a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do País, responsável por preservar a memória e representar o Brasil perante outras bibliotecas nacionais do mundo, imiscuir-se em políticas que envolvem também interesses do mercado, como o incentivo à produção editorial e a organização de feiras? O presidente da FBN afirma que uma prioridade é plantar as bases de um “organizado sistema de livro e leitura”.

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