Culto à invenção e pacto com o real
Em “A turma que não escrevia direito”, Marc Weingarten diz que o encontro entre reportagem e ficção, marca do new journalism, resultou no maior movimento literário dos EUA depois de 1920
Como movimento literário ele já morreu há muito tempo, mas não sua influência sobre os aspirantes à carreira jornalística, garante, de Los Angeles, o jornalista norte-americano Marc Weingarten, autor de A turma que não escrevia direito (Record, 392 pp., R$ 54,90 – Trad. Bruno Casotti). Crítico ensaio sobre a revolução do “novo jornalismo” deflagrada por Truman Capote nos anos 1960, seu livro chega às livrarias contando a história desse movimento que teve como representantes Tom Wolfe, Hunter S. Thompson, Norman Mailer, Gay Talese, Joan Didion e Jimmy Breslin, nomes de referência no jornalismo moderno. Weingarten fala com nostalgia dessa época, um tempo em que a palavra escrita parecia ter o poder de mudar o mundo – ou, pelo menos, de retocar seu precário cenário.
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