Brasilianistas brasileiros
Universidades americanas e europeias vêm buscar no país jovens professores para assumir espaço antes ocupado por estrangeiros
Há dois anos, o endereço profissional da professora de literatura brasileira Marília Librandi Rocha ficava em Vitória da Conquista, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Desde janeiro de 2009, Marília atende em sua sala na Universidade de Stanford, na Califórnia. Radicar-se em outra terra provoca, desde o início, um impacto relevante, como escreveu o professor Pedro Meira Monteiro, de Princeton, num ensaio inspirado na sua experiência acadêmica: “Saio do país, mas levo-o comigo, embora seja inevitável que este país que eu levo vá se desfazendo pelo caminho”. O texto, intitulado “A primeira aula, o vazio e a literatura”, é o capítulo inicial de um livro ainda em preparação. Encontra-se disponível no site do programa Conexões, de mapeamento do ensino literário e cultural sobre o Brasil em universidades no exterior, realizado pelo Itaú Cultural. “A ideia do livro, sugerido pelo Conexões, surgiu do desejo de refletir sobre a singularidade da nossa experiência de professores brasileiros no exterior”, diz Monteiro. (Rachel Bertol, para o Valor, do Rio)
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