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O sangue antes do emo

01 de agosto de 2010
2 min de leitura
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O mercado editorial foi inundado pelos vampiros

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A impressão que se tem é que, a cada semana, surge pelo menos um novo livro aproveitando o filão aberto pela série Crepúsculo. Mas, em vez de jogar nas prateleiras mais uma variação inútil sobre o tema, a editora Hedra resolveu beber direto da fonte, tirando do limbo alguns clássicos esquecidos no país: Carmilla – A vampira de Karnstein (149 pp., R$ 18 – Trad. José Roberto O’Shea), folhetim do irlandês Sheridan Le Fanu popularíssimo em seu tempo (1871), e principal modelo de inspiração para Bram Stocker e seu Drácula; e Contos clássicos de vampiro (263 pp., R$ 22 Trad. Marta Chiarelli), que compila as incursões no universo vampiresco de autores tão diversos como Goeth, Lord Byron e Théophile Gautier entre o século 18 e 19 – muitas delas inéditas no Brasil. “Era um projeto que já tínhamos há algum tempo, muito antes que começasse a moda de vampiros no mercado editorial”, observa o editor Bruno Costa. “A série Crepúsculo tem convenções muito diferentes dos vampiros. E é interessante ver como tudo evoluiu para chegar à imagem que temos hoje do personagem, moldada pedaço por pedaço através desses contos.

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