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Bob Wolfenson, entre armas e seios

29 de julho de 2010
2 min de leitura

Famoso por fotos de mulheres e retratos, Bob Wolfenson festeja 40 anos de carreira com “Apreensões”

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Em seu livro Cartas a um jovem fotógrafo: O mundo através das lentes (Campus Elsevier), o fotógrafo Bob Wolfenson, de 56 anos, usa sua trajetória pessoal como uma metralhadora destinada a desconstruir com ironia o glamour que se costuma associar à profissão: estúdios, locações incríveis, divas da TV ou das passarelas dando ataques de pelanca, flashes e a guerra de egos no strike a pose, o hercúleo trabalho de produção antes dos cliques. Está tudo lá. Mas para deixar claro que nada é o que parece. A certa altura, ele explica a natureza dos retratos: “Nem o espelho consegue mostrar determinados aspectos que uma foto pode revelar, pois quando nos olhamos no espelho, aquela imagem que vem através dele está invertida e é sempre manipulada por nós mesmos com a nossa natural impiedade ou autocondescendência: um movimento, por menor que seja, e estamos melhores aos nossos olhos. Já a fotografia tem o poder de congelar um momento que você nunca vê.” Em 2010, Bob Wolfenson completa 40 anos de carreira. Bob acaba de inaugurar no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo, a mostra “Apreensões”, com 20 fotos com materiais variados confiscados em operações da polícia. A exibição vai até 10 de outubro e será seguida, em setembro, do lançamento do livro Apreensões, com o trabalho fotográfico completo, em edição caprichada feita pela Cosac Naify.

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