Colum McCann sobrepõe beleza à tragédia
Em novo livro, Colum McCann evoca lembrança das Torres Gêmeas por meio de equilibrista que as atravessou
Quando as Torres Gêmeas despencaram, em setembro de 2001, o escritor irlandês Colum McCann estava em seu apartamento, em Manhattan, acompanhado da mulher e da filha. Primeiro, a tragédia lhe atingiu através da poeira turvando as janelas de sua casa. Depois, pelo relato de seu sogro, sobrevivente do World Trade Center. A partir de então, McCann começou a elaborar Deixe o grande mundo girar (Record, 378 pp., R$ 52,90 – Trad.: Maria José Silveira), livro que levou cinco anos sendo escrito e que lhe valeu, em 2009, o National Book Award, mais importante prêmio literário americano. Embora o enredo perpasse sempre as Torres Gêmeas, o escritor preferiu confiná-las em um momento de beleza: quando emolduraram, em 1974, a travessia do equilibrista Philippe Petit sobre um cabo de aço a 110 andares do chão. “Não queria problematizar o atentado, formular uma lição de moral.” Prestes a conhecer o Brasil para participar da Flip (sua mesa está agendada para 12 de agosto), McCann concedeu entrevista à Folha.
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