Woody Allen: Nunca existirá algo que substitua o prazer de ler
Woody Allen conta como odiou gravar suas obras em audiolivro
Com a possível exceção de sua invenção do orgasmatron, Woody Allen não é necessariamente conhecido como um dos primeiros a aderir à tecnologia inovadora. Apesar disso, ele descreveu um salto ousado para dentro do século 21 e gravou edições em audiolivro das quatro coletâneas de ensaios de humor que escreveu entre 1971 e 2007. As leituras feitas por Allen de suas antologias Getting Even, Without Feathers, Mere Anarchy e Side Effects podem ser compradas na Audible.com e no iTunes. No set de seu próximo filme, “Midnight in Paris”, Woody Allen respondeu por e-mail a algumas perguntas. Como você se deixou convencer a aderir ao formato do audiolivro? “Fui persuadido em um momento de apatia, quando eu estava convencido de estar com uma doença fatal. Não tenho computador e tenho interesse zero por tecnologia. Muitas pessoas acharam que seria uma ideia simpática que eu lesse minhas histórias, e eu cedi. Imaginei que seria bastante fácil para mim, mas, na verdade, mostrou ser tremendamente difícil. Odiei cada minuto, lamentei ter concordado em fazê-lo. A descoberta que fiz foi que muitíssimas histórias são feitas para funcionar realmente no ouvido da mente e que fazer sua leitura em voz alta diminui sua força. Não é divertido ouvir uma história que na realidade foi feita para ser lida, ou seja, não existe e nunca existirá algo que substitua a leitura”. (New York Times)
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