Sobre as bibliotecas públicas de São Paulo
O investimento em reformas de 37 bibliotecas atingiu R$ 7 milhões, enquanto outros R$ 9 milhões foram destinados exclusivamente à aquisição de livros novos
A reabertura da seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrida ontem, é um excelente ponto de partida para discutir o acesso à leitura em São Paulo. É natural que a Biblioteca Mário de Andrade receba mais atenção da imprensa do que as outras 62 bibliotecas da rede municipal, pela sua importância histórica e cultural. Contudo, a renovação de acervos, associada a reformas estruturais de prédios públicos, vem sendo praticada pela gestão Serra/ Kassab desde 2005. O investimento em reformas de 37 bibliotecas atingiu R$ 7 milhões, enquanto outros R$ 9 milhões foram destinados exclusivamente à aquisição de livros novos. Os resultados não tardaram: no último mês de junho, a frequência de público nas bibliotecas da cidade foi de 83 mil pessoas. O retorno do leitor à biblioteca é o reconhecimento do cuidado com o patrimônio público. Recente reabertura da Biblioteca Paulo Setúbal em Vila Formosa mereceu pouco destaque na imprensa. E, no entanto, o seu caso é exemplar. Engradada, voltada para dentro de si própria, escura e deprimida, o seu sólido edifício encantou um jovem arquiteto que a fez ressurgir em sua plenitude. Vale a pena avaliar essa revitalização, cujo custo foi de pouco mais de R$ 1 milhão. (*Carlos Augusto Calil é secretário municipal de Cultura de São Paulo)
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