Drauzio Varella lança coletânea de crônicas
Lançamento é da Companhia das Letras
“Para exercer a profissão”, diz o oncologista Drauzio Varella, “você tem que estar atento ao outro: como se veste, como se comporta, o que diz, como reage. Quanto mais informações tiver sobre a pessoa, melhor será o resultado”. Drauzio fala de como deve ser um médico, mas os atributos encaixam-se com perfeição à ideia que ele faz do perfil de um escritor. “As duas atividades guardam uma relação muito próxima. Por isso existe essa necessidade de escrever. Não é por acaso que grandes escritores foram médicos.” O predileto de Drauzio é Tchekhov (1860-1904). Do mestre russo ele nunca esqueceu um conselho dado ao também escritor Gorki (1868-1936): “A arte é para ser apreendida num relance” e deve ser direta e objetiva. Mais uma prova desse exercício chega hoje às livrarias com A teoria das janelas quebradas (Companhia das Letras, 232 pp., R$35), que traz crônicas publicadas na Ilustrada nos últimos dez anos. O livro reúne relatos saborosos e, por vezes, tristes sobre comportamento, questões médicas, cotidiano de presídios ou da juventude do autor, hoje com 67 anos.
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