iPad, supérfluo irresistível
Confira as impressões de Cora Rónai
Finalmente consegui passar um tempo com um iPad. É de fato um brinquedinho sensacional, um iPhone que tomou fermento, cresceu e agora tem uma tela sensacional de quase dez polegadas. Li nele dois capítulos de um livro (para isso o Kindle é melhor), joguei joguinhos, vi fotos e vídeos e só não surfei a web porque estamos no sítio com um WiFi pra lá de limitado, mas não é difícil de imaginar que esta talvez seja a maior de suas vocações. Gostei muito dele, mas meu júri interno ainda está reunido e não conseguiu chegar a uma decisão bem fundamentada se preciso ou não de um. Para começo de conversa, tenho um Vaio peso pluma com tela de 11”, que uso muito como máquina multimídia quando viajo. O iPad e ele têm a mesma largura. O peso dos dois não é muito diferente na mão. O que os faz animais distintos é, claro, o fato que um é um tablet, ao passo que o outro é um notebook clássico. Para carregar na bolsa, para usar deitada na rede ou na sala de espera do dentista, o iPad, com uma superfície só, é muito mais prático do que o notebook. Fiquei pensando onde o iPad se encaixaria na minha configuração. O iPad pode vir a ser a máquina ideal de quem saiu de um smartphone sem necessariamente passar por um computador; ou um brinquedo a mais para quem já tem todos os brinquedos com tomada de que precisa.
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