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Chesterton escreve apologia irônica do catolicismo popular

17 de julho de 2010
2 min de leitura
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Ao satirizar as teorias que negavam a divindade de Cristo, o autor combateu todo totalitarismo intelectual

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Após Ortodoxia, a editora Mundo Cristão publica uma segunda apologia do cristianismo composta por G. K. Chesterton (1874-1936): O homem eterno (320 pp., R$ 29,90 – Trad. Almiro Pisetta), de 1925. Trata-se de um arrazoado sutil, imaginoso, erudito e bem-humorado em defesa do catolicismo popular, de viés franciscano, contra as posições cientificistas e evolucionistas que dominavam o cenário intelectual, na Inglaterra eduardina. Em particular, Chesterton ataca o livro de H.G. Wells, História universal, de 1919, que adotava as teses darwinistas das origens evolutivas da humanidade e negava a divindade de Cristo, considerando-o tão somente um líder moral, um místico como outros surgidos ao longo da história: Maomé, Buda, Confúcio etc. Com base em argumentos do tipo “reductio ad absurdum”, Chesterton procura demonstrar que, a se adotar a ideia de que a humanidade e a civilização contemporâneas são simplesmente efeito de um processo evolutivo que se aplica a outras espécies naturais, então ter-se-ia de admitir que o homem é um tipo absolutamente único e bizarro de animal, ainda mais estranho e absurdo do que a criatura proposta pela crença cristã.

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